Dois cozinheiros

Esta semana, tive o privilégio de “conhecer” dois cozinheiros que admiro bastante, dois cariocas de percursos bem diferentes – o chef Kiko Martins e a Bela Gil. Sim, o “Chef Kiko” nasceu no Rio de Janeiro, onde viveu até aos 11 anos, e depois veio cá morar com a família transmontana.

A Bela Gil é uma chef brasileira que vim a conhecer graças a uma prima e, apesar de não poder assistir aos programas na GNT (Bela Cozinha), acompanho o seu trabalho pelas redes sociais e imprensa em geral. Ser a Bela Gil e gostar da Bela Gil, porém, nem sempre é algo visto com muita simpatia por alguns brasileiros que, de um tempo para cá, resolveram praticar esse esporte tão popular hoje em dia nas redes sociais: o ódio por alguém que traga uma proposta um pouco fora do normativo, ou seja, que acaba sendo visto como elitista ou outras classificações do gênero. Ela, além de defensora da alimentação funcional, ética e sustentável, também dá dicas para um estilo de vida mais natural e manifesta suas opiniões políticas, o que nem sempre é bem visto.

A Bela, como mencionei no post anterior, veio a Portugal lançar a edição lusa do Bela Cozinha que, mesmo “traduzido”, tem uma pegada bem brasileira. São receitas simples e nutritivas, que traduzem sua filosofia alimentar. Ela, eu não sabia, além de formada pelo Natural Gourmet Institute de Nova York, também tem formação em nutrição ayurvédica. Ontem fui com a minha filha ao lançamento aqui no Porto; o bate-papo e a introdução foram relativamente curtos, mas bem interessantes. Eu trouxe meu exemplar para casa.

Bela Cozinha

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(Bela Gil com a filha, Flor, que a acompanha em vários vídeos no Canal da Bela no YouTube, incluindo a série A Lancheira da Flor)

Acho que o que “ficou” da conversa de ontem, para mim, é o compromisso com uma alimentação mais saudável e nutritiva que, como ela disse, não tem nada a ver com ser vegano, vegetariano, macrobiótico, etc, mas sim com o autoconhecimento – comer respeitando meu organismo, o que eu gosto e me faz bem, sem me importar com o que os outros vão dizer (disse ela, que recebe bullying em nível nacional o tempo todo).

O Chef Kiko eu tive o prazer de ouvir num show cooking no domingo, no Festival da Comida do Continente (no Parque da Cidade, Porto). Fomos, também, para assistir a um show infantil e, claro, para comer e pelo festival em si.

O festival estava mesmo fantástico, com stands de pratos preparados por chefs famosos, food trucks, áreas de recreação infantil, cinema outdoor, palco de concertos,  alimentos e vinhos regionais, produtos biológicos, enfim – uma celebração à gastronomia misturada ao lazer. Uma pena só o calor senegalês que, aliado às filas, diminuiu bastante o nosso ânimo de visitar tudo. A área do festival era enorme, o que não ajudou muito (perdão pela má qualidade das fotos, mas foram de telemóvel e compacta, com uma luminosidade intensa).

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Já tinha praticamente virado uma poça, mas resolvi ficar para ver a demonstração do Chef Kiko, que estava, incansável, ajudando a servir o seu caril de camarão com arroz tufado às centenas de comensais. E a tirar fotos com todos (engraçado como hoje em dia ninguém mais quase pede autógrafos, só selfies). O show cooking foi o passo a passo do caril (receita simplificada aqui, lá, foi bem mais elaborada), o que incluiu uma aula sobre curries e sabores em geral.

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O Kiko Martins tem uma bagagem culinária incrível, é super didático e carismático e, apesar de uma carreira bem diferente da da Bela Gil, também vem um discurso “político” quando fala de comida – não é só um chef “famoso”, de receitas e “gourtmetismos”, mas alguém que entende muito sobre o escopo cultural (realizou o projeto “Comer o Mundo” entre 2010 e 11, quando deu a volta ao mundo com a mulher e conheceu uma infinidade de cozinhas regionais), social e econômico da alimentação. Entre outras coisas, nos lembrou de como é importante evitar o desperdício na cozinha, usar a intuição (as quantidades exatas são para os restaurantes) no dia-a-dia e ultrapassar a nossa obsessão com o sal e o açúcar, ampliando o paladar de adultos e crianças através de especiarias, ervas e sabores naturais. Que é algo que a Bela também diz.

São dois chefs que me inspiram, que pensam além do prato de comida e dos rótulos, que me dão vontade de chegar em casa e cozinhar (fiz o caril do Kiko na terça-feira, faltou a foto, mas foi aprovadíssimo e será repetido).

 

 

 

Bela Cozinha no Porto

Bela Cozinha

A culinarista/autora/apresentadora de TV brasileira Bela Gil está em Portugal desde meados de junho e, após lançar o livro Bela Cozinha em Lisboa, vem para o Porto nesta quarta-feira, 5 de julho. O lançamento, bate-papo e noite de autógrafos ocorre às 18h30 na Fnac da Rua de Santa Catarina.

Imperdível para quem curte alimentação saudável.

Porto: Café Época

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Há cada vez mais vegetarianos na cidade, mas é quase sempre “um pouco mais do mesmo”. Os bufês, as francesinhas vegetarianas, a feijoada de tofu, os “bifes” de seitan, etc, etc. Eu entendo que seja importante para um “novo vegetariano” passar pela fase da substituição das carnes em pratos carnívoros de que gosta, mas acho também um pouco sem sentido (além de o consumo excessivo de soja não ser recomendado). Ser vegetariano, para mim, é saber celebrar as verduras, legumes e leguminosas, ver a alimentação de uma forma diferente, não comer uma coisa fingindo que é outra. Eu não sou vegetariana (mas já fui), justamente porque ainda não consegui mudar a minha mentalidade, o meu paladar. Não sei se algum dia voltarei a sê-lo, mas tento seguir uma alimentação “flexitariana”, ou seja, com base num consumo maior de legumes e no consumo ocasional de carne.

Portanto, gosto de restaurantes vegetarianos que apresentem uma proposta mais em linha com o que escrevi acima – voltados para pratos interessantes e criativos à base de legumes e leguminosas. Quando soube da inauguração do Época, um café vegetariano que só usa ingredientes biológicos, da chef Liliana Alves, tive de ir conhecer.

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Eu gosto muito de cafés, restaurantes simples, com menus curtos e sazonais, com foco na produção biológica (orgânica). Inspiram mais confiança, como costumam dizer no Masterchef: “não há onde se esconder”. Bufês sempre me deixam um pouco assoberbada, confusa com a variedade, em geral, desconexa de escolhas.

O Época tem um ambiente muito relaxante, é decorado no estilo escandinavo (em linha com a experiência da Liliana que, na Dinamarca, trabalhou na cozinha do Relae) e tem livros de culinária, de viagem para folhear, mais revistas à venda. Há muitos restaurantes e cafés assim hoje em dia, mas o Época tem uma atmosfera especial, típica de um projeto de quem tem paixão pelo que faz, que não está apenas seguindo as tendências atuais para “ganhar dinheiro”. A localização também ajuda: fica situado na Rua do Rosário, uma das minhas preferidas no Porto.

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Há dois menus: o fixo, na linha “brunch saudável”, com tostas, papas de aveia, granola, etc., e o o menu do dia, que oferece sopa+prato principal (2 opções que variam)+bebida por 6€. O prato principal não é muito grande, mas, combinado com a sopa e uma sobremesa, é mais que suficiente para quem, em geral, segue uma alimentação mais leve e/ou vegetariana.

A sopa de curgete estava uma delícia, ligeira, com o toque super interessante de pedacinhos de limão em conserva (segundo a Liliana, preparados na casa).

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Havia duas opções de prato principal: caril de couve com arroz integral e tostas “desconstruídas” com tzatziki e feijões verdes. Escolhi a segunda, pois adoro pratos assim.

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A bebida foi uma infusão de especiarias, à temperatura ambiente (como tem de ser, não sei se foi intencional) – faltou a foto. Como quase todo café, o Época vende pastéis, doces e pães (óbvio, na linha mais saudável) – havia uma tarte de cerejas com cobertura de crumble a sair do forno (frutas+crumble+tarte = uma das melhores coisas do mundo), quentinha, que foi a minha sobremesa. A foto desta fatia não faz justiça, estava realmente maravilhosa.

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Acho que está óbvio que adorei conhecer o Época. Recomendo e quero voltar assim que possível; possivelmente, para um brunch – quase pedi a tosta de brioche com ricota e frutos vermelhos como sobremesa, mas fica mesmo para próxima.

Café Época

Rua do Rosário, 22

Porto, tel. 913 732 038

Horário de abertura: 09h-18h

 

 

 

 

 

Muffins (queques) de maçã e amêndoas

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Esta receita foi inspirada numa outra – que não consigo encontrar, não tenho certeza de quão fiel é à original, talvez seja esta aqui – do Pete Evans, um polêmico “chef paleo” cuja série televisiva passou aqui no 24Kitchen. Eu não sigo a dieta paleo, mas adoro quase tudo que leva amêndoas, portanto tive que fazer a minha versão.

Fiz mais recentemente para um piquenique improvisado com a minha filha aqui no condomínio onde moramos. Eles ficam bem úmidos e saborosos – e são viciantes. Uma das minhas receitas preferidas.

Muffins de maçã e amêndoas

Ingredientes:

1 maçã sem casca e ralada (uso a variedade Golden)

1 xícara de farinha de amêndoas

1/2 xícara de farinha de trigo integral (ou da farinha sem glúten da sua preferência – só evitaria farinha de coco)

1/2 xícara de açúcar de coco (ou demerara, mascavado, etc)

1 colher de sopa de mel ou de geleia de arroz (se usar o açúcar de coco, senão, não é necessário; de qualquer modo, teste a doçura antes de adicionar)

3 ovos

1/4 de xícara de óleo de coco (ou de manteiga derretida)

1 colher de sobremesa de fermento em pó

Preparo:

Bater bem os ovos com o açúcar. Adicionar os demais ingredientes – o fermento por último – sem mexer  muito. Despejar numa assadeira de muffins* forrada com forminhas de papel – ou untar com a gordura de sua escolha -, sem encher até a borda, e levar ao forno pré-aquecido a 170º C por 15-20 minutos.

* Dessa vez, eu usei forminhas de silicone para queques, portanto rendeu apenas cinco muffins, mas de outro modo, rende uns oito.

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Por Matosinhos (parte 2): Chef Tapioca

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Depois de ter passado parte da manhã no Mercado de Matosinhos, resolvi ir andando até a praia. A minha ideia, na verdade, era almoçar no mercado, mas estava com vontade de caminhar e ver (caminhar no) o mar, e não tinha como ficar enrolando, era muito cedo ainda.

Pensei em parar no primeiro café que oferecesse algo que me interessasse, mas, no caminho que escolhi, o que mais vi foram marisqueiras e afins, mais casas de sushi e cafés que vendiam sanduíches e hambúrgueres (com aqueles menus horrorosos incluindo refrigerantes e batatas fritas, por que há tanta trashy fast-food naquela área?). Depois de dois cafés da manhã (um em casa e outro no mercado), não tinha fome para algo muito pesado. Foi quando me lembrei do Chef Tapioca, que planejava visitar com uma amiga.

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O ambiente é pequeno, mas bem jeitosinho, condizente com a localização, ou seja, com um ar praiano. Li resenhas de gente reclamando que é apertado, que o atendimento é lento, etc. Vamos combinar – não é um restaurante, é uma pequena lanchonete, como chamamos no Brasil. Para que muitos funcionários? Enfim, fui logo no início do horário de almoço, fiquei sozinha até a chegada do próximo cliente, portanto fui rapidamente atendida por uma funcionária muito simpática.

O lugar serve panquecas de tapioca com recheios doces e salgados, mais sucos (sumos) naturais e açaí na tigela. Eu vou confessar: só tinha provado tapioca uma vez, há muito tempo, não sabia bem o que esperar.

Fiquei um pouco decepcionada com as opções salgadas, esperava algo mais diferente, uma pegada mais regional e/ou saudável. Os recheios eram os de sempre – queijo, tomate, muçarela, atum, fiambre de peru, ovos, o que sempre me causa imenso tédio, pois são ingredientes que a gente tem em casa. E tapioca, só da branca mesmo. Escolhi a de cogumelos shitake com queijo, a mais cara e “diferente” da ementa (3,90 €), e achei simpático ter a opção de queijo sem lactose (que escolhi, pois eu e lactose não nos damos bem desde criancinhas). Eu também pedi uma limonada com mel e gengibre que estava ótima (geralmente não bebo sucos às refeições, só se vierem incluídos no menu combinado, mas estava com bastante sede e gosto de uma opção “natural”).

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Estava boa? Sim. Mas não havia nenhum toque especial, nada que fizesse da tapioca uma experiência memorável. Eu não me lembro ao certo da textura tapioca que tinha provado antes, mas achei essa um pouco seca, algo que combinaria melhor com um recheio cremoso ou com molho. Imagino que as doces sejam mais interessantes e vou dar uma segunda chance ao lugar, da próxima vez, com minha amiga.

De qualquer forma, é uma escolha legal de refeição ligeira (e um pouco mais saudável que as dos pães à base de trigo) para quem estiver por ali na praia e quiser fugir das opções de sempre dos bares de esplanada – ou dos lugares turísticos mais carinhos do Edifício Transparente. Acho, também, que minha filha vai gostar.

Chef Tapioca

Praceta Carlos Manuel Seabra Monteiro 15
Matosinhos (à Rotunda da Anemona)

Horário de funcionamento: 11h-19h

 

Por Matosinhos: o Mercado

 

DSC00164A primeira vez que fui ao Mercado Municipal de Matosinhos foi há dez anos. Como tudo no distrito do Porto, o mercado mudou bastante desde então. Mas, apesar dos escritórios/lojas hipsters no 1º piso, ainda não está tão gentrificado como poderia estar. Naquela área, as coisas ainda parecem relativamente “virgens”, e espero que assim permaneçam por um tempo.

Sempre quis voltar e hoje foi o dia, aproveitando o bom tempo e folga no trabalho. Não fui para fazer compras, pois ia passear até a praia depois, mas gostei do que vi (com exceção das aves nas gaiolas – não sou hipócrita, como frango, mas os animais presos, sem espaço para se mexerem, ali à espera da morte não é visão que me agrade e, acho, se enquadra na categoria “crueldade animal”). Dá para matar umas duas horinhas bem passadas.

Gostei das opções de restauração, muito melhores e mais baratas que as do Mercado Bom Sucesso (que, em teoria, tem mais variedade e guloseimas, mas que não vêm do mercado, são franchises e coisas do género; o que aconteceu ao projeto antigo, por que se livraram do talhante, da peixaria, da loja de produtos biológicos? Uma vendedora que trabalha ali me disse que foi por causa do aluguel e que talvez abram um pequeno supermercado – ????? – no lugar da peixaria. De que vale “vender” o Porto como uma cidade de lugares e gentes autênticas se se torna impossível para os pequenos comerciantes locais fazerem negócio aqui? A sustentabilidade do turismo – e não só – da cidade tem que ser revista). Tem um café simpaticíssimo no 1º piso, uma filial do Comida de Rua, onde tomei um abatanado descafeinado (duplo horror, saia da sala se você gosta de café “de verdade”!!!!!) acompanhado de bolo de pêssego quentinho, recém-saído do forno.

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Ao lado do Comida de Rua, fica uma mercearia biológica muito boa, com todo tipo de produtos, incluindo pães frescos, o Biomercado.

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As opções de restauração incluem um café vegano/vegetariano que quero experimentar na próxima vez (era um pouco cedo para o almoço) e sushi com peixe do mercado (now we’re talking!).

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No térreo (rés do chão), fica o mercado de peixe e mariscos, mais a maioria das opções de restauração.

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No 1º piso, estão os escritórios/lojas, mais as frutas e legumes, ervas aromáticas, flores, plantas e outros produtos. E, infelizmente, os bichinhos engaiolados.

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Por comodidade – e às vezes falta de tempo, não dirijo e estou super bem servida de opções de comércio grande pertinho de casa -, estou acostumada a comprar nos supermercados e nas lojas mais conhecidas, mas ir ao mercado hoje foi uma espécie de “revelação”. Tirando as galinhas vivas e afins, tem tudo ali que eu preciso para fazer o tipo de compra que gosto de fazer, numa área e ambiente que acho super interessantes. Agora já sei o caminho.

Mercado Municipal de Matosinhos

R. França Júnior

4450-131 Matosinhos

Metro: Mercado

Horário de funcionamento: 6h30 às 18h (os cafés ficam abertos até mais tarde)

 

 

 

 

 

#Cook for Syria: cozinhando pela Síria

Embora muitas vezes tenhamos ouvido e lido que “algo como o Holocausto, nunca mais!”, a verdade é que o extermínio de inocentes é ocorrência diária neste lindo, mas mal habitado planeta. E o inferno pelo qual estão passando os sírios, principalmente suas crianças, é enorme e desesperador, não há muito mais a dizer.

Como ajudar? A nossa capacidade é limitada, mas além de voluntariado e das doações a ONGs e agências internacionais, há outras iniciativas. Uma delas é este livro de receitas, recém-lançado, cujos lucros das vendas são todos revertidos para a ajuda humanitária aos sírios.

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Com colaborações de Yotam Ottolenghi e Jamie Oliver, entre outros, o #Cook For Syria merece um lugar na sua estante, na sua cozinha – se você adora, como eu, este tipo de culinária e, principalmente, quer ajudar. Vamos cozinhar pela Síria.