À beira-mar

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Este tem sido um dos verões mais insuportáveis que já vivi. Mas a primavera não ficou atrás – uma estação que devia ter sido de sol manso e flores foi de chuva e ventos frios, seguida por um calor infernal. Não sei se é da idade, mas gosto cada vez menos de extremos, de me expor ao sol tórrido – de que nunca fui fã em todos os meus anos de Brasil, agora lembro. Acho que os períodos de escuridão e introspecção na Ilha me tornaram amante desesperada de qualquer tipo de calor, mas com certeza dois anos de Portugal têm dado cabo desta ansiedade por dias quentes – pelo menos a por dias muito quentes.

O verão por aqui pode se prolongar até outubro e esta é a época de que mais gosto – temperaturas quentes, mas amenas, com a luminosidade do outono. Quase uma primavera. E quando o calor é à minha medida, gosto de caminhar pelas praias da Foz, acompanhada da maresia, das rochas, dos vislumbres de cartão postal – clichê após clichê, mas só quem cresceu numa metrópole poluída, quase totalmente alienada da natureza, vai me entender. E o mar sempre me traz ao momento, ao grande esquema das coisas. Ontem, o porém ficou apenas no vento friozinho e incessante. Quase atrapalhou, só quase. Para encerrar a tarde, chá com scones integrais (de novo!) na Tavi e o pôr-do-sol, que nunca faz mal a ninguém.

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Todas as fotos são creditadas a mim, exceto quando outra fonte for citada. © Daniela Oliveira, todos os direitos reservados

 
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